O vídeo


Vídeo, do latim eu vejo, é uma tecnologia de processamento de sinais eletrónicos analógicos ou digitais para capturar, armazenar,  transmitir ou apresentar imagens em movimento. A aplicação principal da tecnologia de vídeo resultou na televisão, com todas as suas inúmeras utilizações, seja no entretenimento, na educação, engenharia, ciência, indústria, segurança, defesa, artes visuais...

O termo vídeo ganhou com o tempo uma grande abrangência. Chama-se também de vídeo uma gravação de imagens em movimento, uma animação composta por fotos sequenciais que resultam em uma imagem animada, e principalmente as diversas formas de gravar imagens em fitas (analógicas ou digitais) ou outras mídias.

Estas formas de gravação e armazenamento de imagens se corporificam através de diferentes formatos e mídias com características de codificação próprias, como vemos descrito abaixo.

 

O discurso vídeo e suas componentes

O discurso vídeo caracteriza-se por sequências de imagens em movimento, sonorizadas. Embora o cinema, iniciado em 1895 pelos irmãos Lumière, ainda não dispusesse do recurso sonoro, não tardou muito tempo (finais dos anos 20 do século XX) para que a gravação sonora acompanhasse os filmes. Aliás, antes ainda do ““sonoro””, muitas salas de cinema contratavam um pianista para ““preencher”” o espectáculo, para contribuir com uma dimensão emocional sonora que faltava naquele universo puramente visual.

Mesmo que estejamos em presença de um filme mudo, criamos subjectivamente uma atmosfera sonora, com ritmos, palavras que ecoam, ruídos que nos chegam mais ou menos soltos.

Que elementos podem então fazer parte do discurso vídeo?

É, de certa forma, como se de um puzzle se tratasse, embora linear, sequencial, mas que puxam uns pelos outros, redundando mais ou menos, contrapondo-se aqui e ali.

Em primeiro lugar, como já vimos, trata-se de sequências de imagens que, ao sucederem-se, nos dão o movimento. Este movimento é criado na nossa retina. No caso do cinema sonoro são 24 imagens ou fotogramas projectadas em cada segundo. No vídeo/televisão é um pouco diferente, visto que não se projectam as imagens; existe um varrimento em zigue-zague de um canhão de electrões que nos vai permitindo reter imagens a partir dos pontos que se vão iluminando, varrimento esse que é executado com uma frequência regular segundo impulsos electrónicos: 25 imagens/s no caso dos sistemas europeus (PAL e SECAM) e 30 imagens/s no sistema americano (NTSC).

Dentro destas imagens temos a componente escrita que complementa a imagem propriamente dita.

Depois, a banda sonora que, como já vimos também, encerra em si vários elementos: a palavra oral, a música, os ruídos e o silêncio (que numa banda sonora tem que ser construído, de forma a ser credível).

Finalmente convém referir que também a imagem fixa pode aparecer no discurso vídeo mas... será UMA imagem ? Em certa medida poderíamos dizer que sim, mas de facto, numa lógica temporal ela é determinada pela duração do filme (uma fotografia incluída num filme dura um certo tempo); é diferente de uma fotografia que observamos na nossa mão o tempo que nos apetecer e, para além disso, a percepção que temos dela ainda é condicionada pelo som que ouvimos durante a sua passagem.

 

Formatos de vídeo

                                         

Existem vários formatos de arquivos de vídeos. Apesar de terem a mesma finalidade, estas extensões têm características diferentes. Seguem-se alguns formatos dos mais populares:

MPEG - MPEG-4 é um formato padrão ISO/IEC de ficheiro "container" que permite armazenar áudio e vídeo, desenvolvido pelo grupo MPEG (Moving Picture Experts Group). Ficheiros que usam este formato são geralmente comprimidos utilizando algoritmos de compressão MPEG-4.

Este é um formato multimédia padrão, sendo um formato escalável e que pode ser utilizado em diversas aplicações e com diversas taxas de compressão desde telefones móveis a redes de alto débito.
Vídeo comprimido em MPEG-4 é geralmente composto de:

- Imagens estáticas
- Objectos de vídeo
- Objectos de áudio

Este formato continua a ser desenvolvido e está dividido em várias partes as quais são ou não implementadas por programadores quando necessário.
Melhoramentos em relação a versões anteriores:
- Melhor eficiência de armazenamento
- Possibilidade de armazenar dados de diferentes formatos
- Correcção de erros
- Possibilidade de interagir com a cena que o utilizador está a visualizar.

MOV -  Mov é o formato utilizado para vídeo Quicktime. Este é um formato multimedia que pode conter um número considerável de faixas. Essas faixas podem ser de áudio, efeitos de vídeo e texto e conter um fluxo de media codificada ou referência a um fluxo de media noutro arquivo.

 

AVI - Áudio Vídeo Interleave. Formato de vídeo mais usado em PCs com o Windows. Ele define como o vídeo e o áudio está junto um ao outro, sem especificar um codec.

ASF - Advanced Streaming Format. Esta é a resposta da Microsoft à Real Media e a qualquer tipo de media streaming.

CAM - O CAM é um "rip" feito no cinema, normalmente com uma câmera digital. Às vezes é usado um tripé, mas na maioria das vezes isso não é possível, deixando a filmagem tremida. Devido aos lugares disponíveis no cinema também não serem sempre no centro, pode ser filmado com ângulos diferentes. Se cortado (cropped) adequadamente, é difícil diferenciar, a não ser que tenha legendas na tela, mas muitas vezes os CAM são deixados com bordas pretas na parte de cima e de baixo da tela. O som é gravado com o microfone embutido da câmera e, especialmente em comédias, risadas são ouvidas durante o filme. Devido a esses fatores, a qualidade de som e imagem costuma ser muito ruins, mas às vezes, com sorte, o cinema está quase vazio e apenas baixo ruído será ouvido.

CVD - O CVD é uma combinação dos formatos VCD e SVCD, e é suportado geralmente por uma maioria de players de DVD. Suporta as bit-rates MPEG2 de SVCD, mas o uso de uma definição de 352x480(ntsc) como a definição horizontal são geralmente mais menos importantes. Atualmente nenhum grupo libera produtos no formato CVD.

DivX Reenc - Um DivX re-enc é um filme que foi retirado do VCD e reencodado num pequeno arquivo DivX.

DC (director's cut) - Versão do diretor.

Tanto nas fitas quanto nos discos os formatos são na verdade “os tamanhos” (que implicam a largura do material magnético, tamanho da caixa e na forma pela qual o sinal é gravado e lido). Cada um é para um uso diferente com características técnicas e qualidades específicas. Para cada formato de fita ou disco existe a câmera correspondente, bem como aparelhos gravadores e reprodutores de mesa usados para edição e copiagem das imagens gravadas com estas câmeras. Os formatos podem genericamente ser divididos em 2 famílias: Profissionais e amadores. Os formatos profissionais são usados para captação ou masterização de programas ou vídeos com fins comerciais, já os amadores são para captação doméstica ou para a duplicação e distribuição junto ao público final.

Alguns formatos amadores podem ser usados para fins profissionais dependendo principalmente do tipo de equipamento usado na captação das imagens.

Em ordem de qualidade de imagem:

Fitas Profissionais: BETA DIGITAL, DVCPRO, BETACAM, DVCAM Discos Profissionais: XDCAM, Blue Ray e HDVD

Fitas Amadoras: MINIDV, SUPER VHS, Hi8, VHS, Hi8 Digital, Video 8 Discos Amadores: DVD e MiniDVD. Apesar da qualidade apenas razoável o formato de fita VHS é o mais difundido no mundo e o que a cada dia vem sendo substituído pelo DVD. Mas é importante ressaltar que formato não é a única diferença entre as fitas, dentro de um mesmo formato podem existir diferentes sistemas de TV que podem tornar fitas incompatíveis entre sí.